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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

16
Set14

Conto Pingue-Pongue: A São e a Madalena V

Maria das Palavras

A São e a Madalena - Parte I (Maria das Palavras)

A São e a Madalena - Parte II (BB)

A São e a Madalena - Parte III (Maria das Palavras)

A São e a Madalena - Parte IV (BB)

 

Mesa de pingue-pongue - parabebes.com

A São e a Madalena - Parte V

 

São esperava por Madalena como quem esteve demasiado tempo à chuva e só espera um raio de Sol.
Estava no terminal de chegadas do aeroporto há cerca de quinze minutos, que lhe pareciam duas semanas. Tinha uma placa brincalhona, onde se podia ler "Mrs Esteban" que ainda não sabia se devia esconder ou não - tendo em conta que não sabia se o caso Esteban continuava bem parado. Ou por outra, a mexer bem.

Naqueles quinze minutos bebeu as emoções todas de quem se reencontrava ali, a poucos metros dela. Leu as histórias de algumas pessoas em abraços: a filha que trabalha fora e conseguiu voltar a tempo do Natal, o marido que não via o seu bebé desde que ele ainda o era, o grupo de amigas que recebia a que vinha de Erasmus. O terminal de chegadas era uma partida para as emoções. 

Os últimos dias tinham sido os melhores e os piores de sempre e nem sabia por onde começar quando a Mada chegasse.
O romance lento e compassado com Tomás era feito de muitas palavras, muitos olhares, muitas esperanças, muitos passeios.  
A paixão descomplexada e veloz com Pedro era feita de muitos beijos e arranhões. Quatro paredes e pouco tempo para pensar.

Em simultâneo.
Tão bom e tão mau. Traía três pessoas (contando consigo) e não traía nenhuma (por não ter feito promessas) - dizia a si própria.
Quando é que ela se tornara esta pessoa? Tão feliz. E tão desprovida de valores. 

 

Imersa em pensamentos perdeu a chegada de Madalena...e a oportunidade de mostrar a placa. Ela chegou e São esqueceu tudo por um momento. Tornaram-se protagonistas de mais um daqueles abraços sentidos do terminal de chegadas.

 

Nenhuma das duas viu o Artur ao fundo. Afastado, sem estar escondido. A antiga paixão de Madalena, disparava fotos em sequência ao abraço das duas. E depois às palavras trocadas entre elas, emudecidas pela distância a que se encontrava. E depois ao percurso lento que fizeram até ao táxi.

 

(continua)

 

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