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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

25
Set14

Pedras para que te quero

Maria das Palavras

Pedras? Guardo-as todas. Um dia vou construir um castelo.

Quem já viu esta frase no mural do Facebook de algum amigo (normalmente amiga) ponha a mão no ar. Pois é. Provavelmente até já a viram na vossa, não? O que acham da frase? Bonita? Profunda? Sábia?

Faz lembrar aquela vossa amiga (da onça) quando não esteve do vosso lado. Ou aquela vez em que ele vos desiludiu. Ou que a vida no geral vos desiludiu.

Castelo Leiria - daspalavras.blogs.sapo.pt



Querem um conselho? Larguem as pedras!

Para já quem guarda pedras são 1) educadoras de infância, para depois dar aos miúdos para pintar e dar aos pais no dia 19 de Março, ou 2) pessoas com problemas nos rins. Mesmo guardar aquelas pedrinhas apanhadas à beira-mar, na praia, para efeitos decorativos já tende a ser um exercício meio inútil.

 

Depois não sei que castelos andam a visitar, mas as pedras não são muito sólidas e julgo que o castelo se iria num sopro de lobo mau. Guardar pedras, vulgo calhaus, que são pedaços soltos de rocha – essa sim sólida – é mau agoiro e má fundação para o tal castelo que querem. Esse deve ser construído com aprendizagens, momentos de felicidade a recordar, sorrisos espontâneos, pessoas que vos marcam por bem, e mais tudo o que querem junto de vocês, não as pedras que vos atiraram. Alguém quer morar num sítio infestado de coisas negativas? Eu chamava logo o senhorio!

Mas o problema está mesmo em quererem um castelo. Um castelo é uma estrutura de defesa e de vigia.  E essa não é uma postura que queiram ter. Não carreguem o peso das pedras (leiam-se percalços) e não se escondam atrás delas, mesmo sob forma de um castelo.
Peguem na pedra e atirem-na para o lado, deitem-na fora. Até devia haver um Ecoponto para isso: o Pedrão. Não guardem tralha. Lembrem-se da lição que veio com a pancada e aprendam com ela, mas não guardem a dor da pancada. Sejam leves – daquela leveza que não se mede na balança. E não queiram castelos. Prefiram o tal T2 com vista para o mar de que fala a canção – sem arrecadação para as pedras.

Pedras? Não guardo nenhuma. Os castelos ganham imensa humidade.

 

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