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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

10
Nov14

Conto Pingue-Pongue: A São e a Madalena VI

Maria das Palavras

É só para avisar, a quem possa andar distraído com a Casa dos Degredos, que o mais emocionante episódio da saga d'O Conto Pingue-Pongue d'A São e d'A Madalena já está nas bancas


Mesa de Ping Pong - http://productos.parabebes.com

 A São e a Madalena - Parte I (Maria das Palavras)

A São e a Madalena - Parte II (BB)

 A São e a Madalena - Parte III (Maria das Palavras)

A São e a Madalena - Parte IV (BB)

A São e a Madalena - Parte V (Maria das Palavras)

A São e a Madalena - Parte VI (BB)

 

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16
Set14

Conto Pingue-Pongue: A São e a Madalena V

Maria das Palavras

A São e a Madalena - Parte I (Maria das Palavras)

A São e a Madalena - Parte II (BB)

A São e a Madalena - Parte III (Maria das Palavras)

A São e a Madalena - Parte IV (BB)

 

Mesa de pingue-pongue - parabebes.com

A São e a Madalena - Parte V

 

São esperava por Madalena como quem esteve demasiado tempo à chuva e só espera um raio de Sol.
Estava no terminal de chegadas do aeroporto há cerca de quinze minutos, que lhe pareciam duas semanas. Tinha uma placa brincalhona, onde se podia ler "Mrs Esteban" que ainda não sabia se devia esconder ou não - tendo em conta que não sabia se o caso Esteban continuava bem parado. Ou por outra, a mexer bem.

Naqueles quinze minutos bebeu as emoções todas de quem se reencontrava ali, a poucos metros dela. Leu as histórias de algumas pessoas em abraços: a filha que trabalha fora e conseguiu voltar a tempo do Natal, o marido que não via o seu bebé desde que ele ainda o era, o grupo de amigas que recebia a que vinha de Erasmus. O terminal de chegadas era uma partida para as emoções. 

Os últimos dias tinham sido os melhores e os piores de sempre e nem sabia por onde começar quando a Mada chegasse.
O romance lento e compassado com Tomás era feito de muitas palavras, muitos olhares, muitas esperanças, muitos passeios.  
A paixão descomplexada e veloz com Pedro era feita de muitos beijos e arranhões. Quatro paredes e pouco tempo para pensar.

Em simultâneo.
Tão bom e tão mau. Traía três pessoas (contando consigo) e não traía nenhuma (por não ter feito promessas) - dizia a si própria.
Quando é que ela se tornara esta pessoa? Tão feliz. E tão desprovida de valores. 

 

Imersa em pensamentos perdeu a chegada de Madalena...e a oportunidade de mostrar a placa. Ela chegou e São esqueceu tudo por um momento. Tornaram-se protagonistas de mais um daqueles abraços sentidos do terminal de chegadas.

 

Nenhuma das duas viu o Artur ao fundo. Afastado, sem estar escondido. A antiga paixão de Madalena, disparava fotos em sequência ao abraço das duas. E depois às palavras trocadas entre elas, emudecidas pela distância a que se encontrava. E depois ao percurso lento que fizeram até ao táxi.

 

(continua)

 

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27
Ago14

Conto Pingue-Pongue: A São e a Madalena IV

Maria das Palavras

O que acha Madalena do facto de São desesperar pelo Tomás, enquanto dá umas voltinhas com o Miguel? Esteban continua a encantar Madalena por terras espanholas? Afinal estarão juntas no Natal ou nem por isso? 
Tudo em mais um episódio do seu conto favorito...já num blog perto de si

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18
Ago14

Conto Pingue-Pongue: A São e a Madalena III

Maria das Palavras

A São e a Madalena - Parte I (Maria das Palavras)

A São e a Madalena - Parte II (BB)

Mesa de pingue-pongue - parabebes.com

A São e a Madalena - Parte III

 

Lisboa, 15 de Dezembro de 2014

Querida Madalena, 

 

para mim parece que o Natal já foi! Quando recebi a tua carta até senti o cheiro a filhós, acreditas? Começo a achar que se abrisse a tal conta de face-coiso ia ter esta sensação mais vezes (além de ficar a par dessas notícias todas que me estás a dar), mas o meu principal problema são as fotos: sabes que não fico bem em ne-nhu-ma.

E por falar nessas tais notícias...em relação à viagem de voluntariado do Tomás, viste fotos? Tipo com um jornal para comprovar o dia em que foi tirada? É que "missão de voluntariado" soa-me mesmo a desculpa de quem não quer sair mais comigo. Mas também não acho que alguém fosse pôr isso no facebook para toda a gente ver, só para me enganar. Esquece, ele sabe que eu não tenho facebook. Ou será que eu sou tãaaaao chata e retrógada que ele até foi em missão de voluntariado para fugir de mim? Do género, "sacrifício era ter de a aturar mais um dia, antes arriscar-me a apanhar uma doença numa missão de voluntariado". 


Em relação ao Miguel...eu sei que disse que era impossível, por causa daquele defeito dele. Mas sou capaz de ter saído com ele ontem. Talvez até tenha havido uma troca de beijinhos e assim..Talvez. Não estou a dizer que houve. Pelo menos até saber como reages só à possibilidade...

O Artur contou-me isso da tua irmã, sabes? Que andou com ela. Fiquei chocada...já foi depois de te escrever. Confidenciou-me isso, suponho que para me amolecer o coração e eu te dizer onde estavas. Mas é tão fácil arrancar-me segredos como um dente (morro de medo de dentistas, como sabes). Perguntinha: mas a tua irmã não tem o mesmo namorado desde a idade dos dinossauros? Isso quer dizer que...Bom, seja como for percebo o teu lado.

Muito me contas acerca do Esteban! Olé!
Mas soa-me que ele tem cabelo comprido. Artista e tal. Tem, não tem? Sabes que não se pode confiar em homens de cabelo comprido! Já a minha avó dizia. Ninguém que use mais condicionador que tu, merece o esforço (esta parte já não é a minha avó que diz).
Bom...já estou a assumir demais. Conta-me tudooooo.

Ah! A Joana foi apanhada com o chefe na sala de reuniões...de quatro! Escandaleira. Isso não viste tu no face-coiso, pois não? Durante dias não se falou de outra coisa por aqui. Por isso acho seguro dizer que tinhas razão quanto ao casamento dela. Se não acabou ainda, está para pifar breve, breve. Agora já não anda histérica por aqui, faz tudo por não dar nas vistas - too late!

Quem me dera ir ter contigo no Natal...mas estou de trocos contados. Diz-me que o trabalho aí é bom e rende, que eu mudo-me para aí num piscar de olhos. Ou então, não...sabes que esta cidade tem muito de meu para a abandonar.

Um beijo de papel,
São

Dobrou religiosamente o papel de carta com azevinho desenhado. Olhou pela janela para se certificar que ainda ninguém tinha apagado as luzes de Natal da cidade. Sofria por antecipação que terminasse aquela que era a sua época favorita do ano. A única época do ano em que era permitido acreditar em magia.
A campainha tocou. Levantou-se e espreitou pelo visor da porta. Era o Tomás. Trazia nas mãos uma Rosa de Natal; nos olhos uma esperança.

 

Rosa de Natal - Planfor

 

 

(continua)

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