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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

12
Ago18

Um Dia em Menorca

Maria das Palavras

Então deixem-me continuar o relato antes que me esqueça totalmente de como foi, mas já a soluçar violentamente porque as féria vão longe. Relembro que deixei o nosso roteiro completo pelas Baleares numa semana aqui e que falei do que visitámos em Maiorca aqui.

 

Um dia em Menorca - Maria das Palavras | Platja Binidali

 

O dia não começou nada bem. Pensei que sim, porque ficámos no deck do barco da Trasmediterranea que nos levaria de Alcúdia (Maiorca) a Ciutadella (Menorca). O carro alugado ficou bem estacionado (gratuitamente, como em quase todo lado em Maiorca.Foram 30€ de ida e volta, mas era uma viagem de um par de horas no máximo ao sol, a cortar o mar. Só que foi muito mais do que isso. O barco levou pelo menos uma hora a mais e o quando chegámos o carro alugado também estava atrasado e era praí meio-dia quando começámos a passear. Começámos? Mais ou menos, porque a primeira paragem era Mahón, a capital, na outra ponta: e havia trânsito do demo por causa de obras na única estrada que liga as duas metades da ilha!

 

Felizmente quando chegámos a Mahón, cidade carismática à beira-mar plantada e comemos um Arroz de Bovagante na Can Joaneta tudo passou (carote, mas queríamos mesmo provar. Explorámos uma das cidades mais bonitas que vimos durante a viagem. Vejam lá o carrocel de fotos.

 

 

A praia mais famosa de Menorca é a Macareletta. Tão turística numa ilha que não nos pareceu cheia de turistas, que já nem se pode ir lá de carro e as vagas para os autocarros já se esgotaram à hora de almoço. Ora já estando atrasando e pondo-se assim a coisa, perdi a vontade de ir lá. Dei um voltinha no Trip Advisor onde algumas pessoas diziam que a Macareletta era a mais famosa mas habia outras ainda mais bonitas. E eis a prova número um: 

 

Platja Binidali - Um dia em Menora - Maria das Palavras

 

Mais perto de Mahón, encontrámos esta Platja de Binidalí. A praia mais bonita que já vi na vida. Cabiam cerca de...10 pessoas na praia. Mas não estava à pinha. Só não ficámos muito tempo porque...adivinharam: alforrecas. Todas as belas têm o seu senão.

 

Seguimos então para o bar no penhasco: Covas d'En Xoroi. Mítico. Tem de se pagar a entrada, mas é mais barato antes das 16h (porque é tradicional para ver o pôr do Sol). 

 

Covas d'En Xoroi - Um dia em Menorca, Uma semana nas Baleares | Roteiro Maria das Palavras

 

Ainda com algum tempo acabámos o dia a banhos e a relaxar na praia de Sant Tomas que tinha sido uma recomendação do senhor que nos alugou o carro. É uma das favoritas dos locais, pelos seus fáceis acessos e porque tem tudo por perto, embora o areal continue a estar integrado na natureza.

 

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Assim sendo o dia começou mal, mas terminou como um dos meus favoritos. E se equilibrarmos a qualidade das praias, com a beleza histórica, a menor quantidade de turistas e o preço, Menorca era aquela onde voltaria para estar uma semana só a conhecê-la melhor.

Muito mais fotos - e Stories no Destaque "Baleares" - no Instagram @mariadaspalavras. espero-vos por lá!

 

 

Maria e Moço em Covas d'En Xoroi - Um dia em Menorca, Uma semana nas Baleares | Roteiro Maria das Palavras

 

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06
Ago18

Dois dedos de conversa #100

Maria das Palavras

Conversa de uma segunda-feira à noite.


Maria:
Humm...já não me apetece repetir o frango assado ao jantar.

Moço: Posso fazer-te uma sandes de frango. 


[pausa para explicar que adoro sandes de restos de frango assado]

 

Maria: Que maravilha! Isso merece boa companhia. Até vou abrir aquelas Pringles que tinha aí escondidas para casos de emergência. 

Moço: Para casos de emergência?...Há quanto tempo as compraste?

Maria: No Sábado...

 

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04
Ago18

3 Coisas que Aprendi na primeira aula de Pilates

Maria das Palavras

Maria no Pilates - Foto Unsplash

 

Andava com ideias de experimentar Pilates. Sabia que não era fácil, mas aquela aura de exercícios sossegados parece encaixar nas minhas capacidades. É que tenho pouca energia para andar aos saltinhos, mas resistência ao sofrimento. Que o diga a dentista onde fui ontem e estive duas horas de boca aberta sem me deixarem engolir saliva, enquanto me experimentavam todo o tipo de quinquilharia na boca - qual é a cena delas com o não engolir? Algum trauma com um namorado?

 

Voltando ao assunto. Na tarde de quinta-feira cheguei a casa com os nervos à flor da pele e achei que era o tipo de dormência que precisava para tomar a decisão: é hoje que vou experimentar. Fui. E eis o que pude aprender com uma experiência apenas. 

 

1. Não devem levar o vosso homem. 

O Moço tinha estado de folga e decidi arrastá-lo comigo. Ele que vai ao ginásio pelo menos três vezes por semana e  nunca tinha experimentado pilates deixou-se arrastar. Erro meu. Bom passo dele. É verdade que saiu com os bofes de fora a dizer que aquilo era mais difícil que cycling Mas tendo em conta que eram só miúdas de roupa justa, saradonas e giras (nem sei se me vão deixar inscrever, deve ser pré-requisito) a enrolarem-se como gatinhos, digo eu que não perdeu totalmente a viagem.

 

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2. É um exercício tão completo.

Tão completo que além de fazer bem ao corpo porque trabalhamos bem os músculos, também nos deixa tão doridas que nos dias seguintes ninguém se vai levantar só para ir buscar um chocolatinho para comer depois do jantar ou coisas que o valha. Ainda estou em serviços mínimos. E nem sei como consegui afetar tantos músculos, visto que eu ao pé das colegas era mais ou menos um Sheldon. 

 

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3. É mesmo talhado para mulheres

Talvez seja mito ou cliché que os homens só conseguem fazer uma coisa ao mesmo tempo. Cá em casa posso confirmar que não é, nem ao nível do relato: por exemplo se o Moço estendeu a roupa conta isso pelo menos como 5 tarefas que fez (Foi buscar molas, tirou roupa de máquina, estendeu roupa, colocou molas na roupa e certificou-se que o estendal estava direito. Cinco.). Então para marmanjos onde tal se verifica, mas mesmo para senhoras afetadas pelo flagelo da uma-coisa-de-cada vez: esqueçam o Pilates. Tarefas que vão fazer ao mesmo tempo: manter a posição do corpo toda paralela e encaixada (?!), mexerem perna e braço e vértebras cada um para a sua direção, apertar a bexiga como se as vossas cuecas dependessem disso, ouvir a professora e espreitar as colegas para ver se estão a fazer bem, distinguir a esquerda da direita (esta se calhar só é complicada para mim)...e qual era a outra?!...Ah! RESPIRAR. Mas ao contrário do que vos for natural. 

 

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A coisa que ainda estou a aprender é a linguagem própria. Cheguei a considerar que estava a juntar-me a um culto onde trocam mensagens obscuras à frente de todos. Aquilo que eu muito displicentemente chamo barriga é a porra da powerhouse. "Bota as pernas para cima, melher" passa a ser "posição em hilltop". Se vou voltar?...estou num processo de decisão difícil, entre o meu cérebro a dizer que devo e os músculos abdominais a chamarem-me taralhoca por sequer considerar. Sabe Deus que das últimas vezes não correu bem. Podem (re)ler nos links abaixo. 

 

 

Posts sobre Friends em Mariadaspalavras.com

 

Maria vai ao Ginásio I - As reclamações da "primeira vez"

Maria vai ao Ginásio II - Quando vocês me lixaram

Maria vai ao Ginásio III - A aula de cycling

Maria vai ao ginásio IV - Dance Local do Demo

 

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31
Jul18

Este texto tem uma classificação de 2,8. Vais ler?

Maria das Palavras

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Hão-de dizer-me se fazem o mesmo que eu dei por mim a fazer (aguardem pelo quarto parágrafo, sim?).


É mais do que habitual procurar classificações e opiniões online antes de me comprometer com algum produto ou serviço hoje em dia. Não se procuram restaurantes pelas placas ou toldos, vamos ao TripAdvisor. Vemos os problemas dos alojamentos no Booking. Sabemos se vale a pena visitar determinado local pelas impressões dos guias locais do Google.

 

Jim Carey types

 

Até aqui tudo bem. Informação é poder. Queremos viver as melhores experiências e ninguém nos vai censurar por isso – mesmo antes da internet existiam guias nas diversas áreas, só que agora estão muito mais acessíveis e maleáveis.

 

Eis o berbicacho: e quando temos vontade de fazer algo e não fazemos porque milhares de pessoas não aconselham? Quando a capa e a sinopse de um livro nos deixam a salivar por mais, mas a pontuação do Goodreads nos compele a deixá-lo na estante? Quando – mais grave ainda e já o fiz – uma pessoa em carne e osso nos diz que devemos ir a determinado restaurante, mas procuramos outro porque não está assim tão bem cotado no Zomato?

 

Jenifer Aniston says "You have to stop doing that"

 

Ouço sempre falar dos perigos das redes sociais em particular e da internet no geral. A alienação social em detrimento de uma convivência puramente virtual (que ainda por cima facilita o ato de destilar ódio). As aspirações irreais que levam à depressão por vermos os melhores momentos de toda a gente através do nosso ecrã e raramente os maus, por que todos passamos.

 

Factos inegáveis, mas que se tornam mais ligeiros, se deles tivermos consciência. Se formos educados para consumir online, como somos noutras instâncias.

Factos inegáveis, mas que constituem algumas desvantagens nas mesmas plataformas que nos trouxeram um mundo de outras vantagens que se sobrepõem. Como tantas outras inovações, antes do www.

 

"I'm a glass half full kinda guy"

 

Este efeito-rebanho não é mais nem menos perigoso que esses, que tolero por um bem maior. No entanto, assustou-me mais simplesmente porque sou uma control freak e percebi que - sem perceber - a dependência da internet me estava a tirar o controlo que tanto estimo. Porque sempre fui tão pouco influenciada pelos pares que passei bem uma adolescência sem fumar nem beber álcool. Agora estou a fazer o que todos fazem e recomendam.

 

É verdade que milhares de pessoas não estarão enganadas quanto à qualidade de um filme que pesquise no IMDB, mas e se a minha experiência pessoal e sensibilidade particular mo permitir apreciar de uma forma que poucos outros fizeram? É verdade que milhares de pessoas adoraram visitar aquela praça, mas não são também milhares de pessoas que apoiam o Trump? (yes, I went there)

 

95% people in the audience are stupid

 

Se somos todos tão diferentes, porque assumimos que em todos os casos seremos iguais à maioria? Assim, de repente veio-me à memória um comentário que li sobre um alojamento onde se atribuíam defeitos ao pequeno-almoço. Era qualquer coisa como isto: só tinha 3 tipos de croissants. Eu consigo totalmente viver num mundo onde só existem dois tipos de croissants. Desde que haja Nutella para os besuntar, claro está.

 

Tomando esta consciência - que tinha de forma global, como fenómeno, mas do qual negava ser vítima – não deixarei de olhar para classificações e comentários. É verdade. Mas procurarei não perder a escolha por instinto, a escolha espontânea, a escolha pelo toldo mais bonito, a escolha pela capa aliciante, a escolha pelo conselho de uma pessoa contra as outras, a escolha de olhos fechados quando não for problema de arriscar. Procurarei descobrir o que ainda não foi visto, também. Quem sabe, ser a primeira a deixar o comentário positivo daquele negócio que soube ler as críticas anteriores e melhorar.

 

Drop the mic


 

Este texto tem uma pontuação de 2,8 em 5.

Votos de 345 utilizadores no BlogReads Advisor por guias locais.

Comentários mais úteis: 

5 estrelas - Texto magnífico. Eu dei 5 estrelas. Achei lindo. Coisa para emoldurar. Beijinhos filha. PS: Vens jantar?

A autora achou esta opinião útil.

1 estrela - Devia morrer por usar o acordo ortográfico. E ir para o inferno porque nem sempre se lembra de o usar, o que é só incoerente.

23 pessoas acharam esta opinião útil.

2 estrelas - Pontos pela reflexão, mas o seu uso de vírgulas provoca-me náuseas. Não leve a mal.
65 pessoas acharam esta opinião útil.

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30
Jul18

Demência, esse palavrão

Maria das Palavras

Vamos ser amigos - Associação Portuguesa de Alzheimer

 

Às vezes só nos tornamos sensíveis a uma causa quando ela nos é próxima, mesmo que em boa verdade não saibamos o quão próxima ela pode estar. Olhamos de lado as estatísticas que dizem que x em cada x pessoas passarão por determinada doença. Sabemos que na lotaria da vida as coisas não funcionam como dizia aquele rapaz no café: se vejo uma pessoa comprar 5 raspadinhas, compro outras 5, porque dizem que uma em cada dez raspadinhas tem prémio.  

Então, num exercício de pseudo-defesa inconsciente, evitamos pensar nisso (na possibilidade da doença, não do prémio da raspadinha). E certas doenças passam a ser tabu. Os seus nomes passam a ser palavrões. Repitam comigo: demência. 

 

O conhecimento é o primeiro passo para a prevenção. O conhecimento é que constitui uma forma de defesa. E tão importante como isso: é o primeiro passo para que possamos compreender e ajudar quem sofre de demência (esse palavrão, ao qual temos mesmo de perder o medo). Hoje, a ALZHEIMER PORTUGAL lança a fantástica campanha #amigosnademência, que nos obriga a recordar como a pessoa é mais do que demência.


Vejam o vídeo depois do registo no site Amigos na Demência. 
Vamos todos aprender qualquer coisa hoje? 

Entretanto recordo um texto antigo que escrevi sobre o tema, em colaboração com a associação, onde ficam 10 factos sobre a demência mais comum: a Doença de Alzheimer

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