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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

20
Out15

Dar, do verbo descentrar

Maria das Palavras

Dar, do verbo descentrar (imagem Pixabay) | Maria das Palavras

 

Há mais de um mês selecionei roupa para dar. Peças de meia-estação, em bom estado, que não uso já há umas três meias-estações.
A junta de freguesia fica a distância a pé da minha casa e tem um depósito de roupa para solidariedade. 

Primeiro, tinha o saco de roupa no quarto, junto à cama, mas nunca me lembrava de pegar nele ao sair. Então, há um par de semanas, levei-o para a entrada da porta. Mesmo assim, nunca me parece o momento certo: agora vou com pressa, há bocado já ia carregada, vou para a direção contrária...há sempre qualquer coisa.


Hoje pensei para comigo: não vou adiar mais, que a porra do saco aqui no meio do caminho já me está a incomodar.

Viram o que eu fiz? Pensei em mim. Centrei-me no meu problema, que é o saco que já não posso ver à frente lá por casa. Não nas pessoas que, às tantas, tinham agradecido já ter usado uma destas peças de roupa. O melhor é admitir já também que o que me levou a dar roupa foi a falta de espaço nos armários lá de casa, não a falta de roupa nos armários dos outros. Eu avisei. Ser solidário não é o mesmo que ser boa pessoa. Dar e d(escentr)ar são coisas diferentes. Não me chicoteio, mas aprendo. Para a próxima serei melhor. Já é qualquer coisa.

Sigam-me no Instagram @mariadaspalavras, no Youtube aqui e no Facebook aqui.

3 comentários

  • Imagem de perfil

    Maria das Palavras 20.10.2015

    Estive a ler atentamente as intruções junto ao depósito. Eles selecionam a roupa de acordo com a utilidade de cada peça e o seu estado e esta pode ter destinos diferentes: lojas solidárias, África, reciclagem...E quando isso envolve algum tipo de lucro é convertido em mais coisas úteis: a minha t-shirt pode ser uma vacina ou um livro escolar.
  • Sem imagem de perfil

    menina 20.10.2015

    Exatamente!
    Sei de alguns casos que as juntas ajudam a nível alimentar. Aqui no Funchal, sei que há presidentes de juntas de freguesia que, com algum funcionário, vão às casas das pessoas que pedem ajuda averiguar as suas condições. Eu acho isso fantástico!
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