Passei a usar sapatilhas, que agora voltei a chamar de sapatilhas. Quebrei a tradição de escrever um post por dia no blog e senti os efeitos de escrever menos, ao ponto de chegar a instalar uma app de meditação (durou poucos dias) e começar um diário da gratidão (durou poucos dias). Experimentei Pilates e jurei ir mais do que as duas vezes que fui. Se é para ser honesta, senti-me desequilibrada, sem certezas, sem metas e falhar na relação comigo, fez-me falhar na relação com os outros. Preguicei nas pequenas coisas. Parece que depois de um ano em que tudo mudou tanto e me vi feliz com isso contra todas as expectativas, não soube como estabilizar. A culpa também foi de quem me fez duvidar de mim. Tentei reequilibrar-me com viagens, além dos muitos quilómetros a percorrer o país para ver famílias e amigos. Fomos à Islândia, às Ilhas Baleares e ao Brasil. Soube-me a pouco. Mostrei-vos as viagens (e tantas outras minudências dos dias) no canal por onde ando cada vez mais (andamos todos), o Instagram. Ganhei novos sobrinhos e continuei a ser martirizada por não ter um filho (a sogra diz que tem de ser uma filha), de forma crescente, em proporção à idade. Conheci mais do meu país, atravessei os passadiços do Paiva e apaixonei-me mais pela minha nova cidade. Comi leitão – ainda não adoro. Pedi pipocas no cinema – ainda não gosto. Perdi a paciência para as pessoas no geral. Ouvi mais música sertaneja num mês do que no resto da vida toda. Percebi (lembrei-me) porque gosto tanto de algumas pessoas em particular. Li mais do que no ano passado e menos do que queria. Tive o meu primeiro calendário do advento que não era de chocolate. Pela primeira vez achei que exagerámos nas prendas de Natal. Não tenho resoluções para o ano novo e desta vez isso está a incomodar-me um bocadinho.
Não tenho nenhuma bóia gigante (nem de flamingo, nem de pónei, nem de outro qualquer bicho assustador). Até porque a piscina* lá de casa é pequena e não justifica o investimento.
Como vi um óleo de Argan em promoção para besuntar o corpo, comprei-o. É coisa da moda. Dizia que era para passar no banho e eu adoro produtos fáceis de passar: depois do gel de duche passo-o pelo corpo e depois tiro com a água. De facto tenho usado todos os dias e gostado de como fica a pele. Hoje, com o frasco quase vazio voltei a ler o rótulo. É para passar no fim do banho com a pele molhada e não enxaguar...só secar com a toalha depois. Mais um ponto para a Maria, a usar mal produtos de cosmética desde 1986.
Genteeeeeee, nos últimos dias estivemos nos mesmo sítio de sempre a fazer as mesmas coisas de sempre, e foi A-BSO-LU-TA-MEN-TE normal! A sério, super recomendo não ir nem fazer, porque enfim não há tempo. O nosso top 5 desta escapadinha não foi: a gastronomia, o hotel lindo onde não ficamos, as pessoas super simpáticas de terra nenhuma, as paisagens que não deu para registar e o tempo precioso e inexistente a dois.
Vamos sem dúvida voltar.
Maria, a ex-louca das escapadinhas ultimamente-sem-disponibilidade-de-vários-tipos, está a precisar de passear no seu país. Urgentemente. Crê mesmo que possa estar a enlouquecer.
Não alinhei no cliché nº 1 (jantar fora ou fazer um manjar especial em casa) nem no cliché nº2 (odiar o Dia dos Namorados e jantar como noutro dia qualquer). Fui super original. Ontem, nem sequer jantámos. De caminho, ainda tivemos dois amigos a ajudar-nos a desmontar mobília, pelo que conseguimos arruinar o Valentine de mais dois casais.