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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

17
Set14

Uma carta nunca enviada

Maria das Palavras

Meu amigo A.,

 

Somos amigos há muito tempo, daqueles que não têm dificuldade em combinar coisas, conversar sobre tudo e dar-se bem, mesmo que já não se vejam há meses a fio.

Não somos amigos há tanto tempo como tu és daquele teu amigo que tu dizias que já tinha sido gordinho e que era o mais giro dos que tens. O teu amigo de infância, do coração.

 

Parece que agora tudo corre bem para nós, não é?
As peças estão todas a encaixar. Pelo menos eu sinto isso. Que as pessoas à nossa volta estão a encontrar as suas caras-metades, felizes e sem separações à vista.

Agora parece que foi a tua vez. Ainda é cedo para dizer, mas a moça é de minha recomendação e apesar daquela pontinha de ciúme de amiga (que é saudável, diria), torço tanto por vocês!

 

E antes foi a minha. Com esse teu amigo de infância, e porque um dia me convidaste para ir contigo à passagem de ano com o teu grupo de muitos amigos. Não sei se devia dizer isto tantas vezes, mas encontrei o homem da minha vida. E em grande parte, por tua causa.

Hoje vocês trocaram-me as voltas. Eu a trabalhar e vocês em minha casa, a falar com o meu senhorio, a tomarem pequenos-almoços tardios que me fazem adiar o almoço convosco, mesmo que eu já tenha fome. Quase estou com mau feitio e não é só por causa disso: a casa numa confusão, o verão que se acaba, o trabalho que se acumula...

 

Ontem regressei ao trabalho depois de 5 dias de férias além-fronteiras. Não via o teu amigo desde que ele me deixou no aeroporto na 5ª feira às 5 da manhã. E, meu A., não sabes o sentimento que tive quando o voltei a ver na 2ª à noite. Só pensava "meu Deus, como ele é bonito". E mesmo que ele o seja de facto (porque é), senti que estava completamente toldada pela paixão e mesmo que ele tivesse um cara disforme e com cicatrizes eu diria o mesmo. Fica a saber, mas não contes a ninguém, que nem consegui dormir com saudades dele. Não, não foi durante a viagem, foi na noite a seguir ao regresso, a partilhar a cama e a pedir a cada hora os braços dele. Porque as saudades foram tantas que eu estava já com ele e ainda tinha saudades.

 

Gosto dele de uma maneira inexplicável, para lá da ficção dos livros e dos filmes. Algo que eu sempre tinha imaginado (desejado), mas nem sabia se era possível. Amo-o, e talvez assim esteja tudo dito, apesar de me parecer que já nem nesta palavra cabe o meu sentimento.

Tenho aquelas certezas loucas e impossíveis e insensatas: vai ser para sempre, ele faria tudo por mim, nunca me vai trair, nunca poderei amar assim outra pessoa.

 

Quero muito que a vida nos permita dar asas aos planos que fazemos a dois. Quero aquelas coisas que nunca sonhei porque primeiro sonhava em encontrar a pessoa com quem o quereria: casar, ter filhos, constituir família.

Quero muito cumprir os meus sonhos e os dele.

 

Devias ter visto A., como me integrei bem na terra dele e com a família e amigos de lá. Acho que todos gostaram muito de mim. Um dos primos dele e outro amigo chegado disseram mesmo que ele tinha muita sorte - por me ter a mim, que o acompanho, e me dou bem com toda a gente. Soube bem, logo quando eu já achava que eles me deviam achar uma chatinha por não largar o J.

 

Enfim...queria agradecer-te. Não sei como, mas um dia vou-te fazer uma surpresa para te recompensar, prometo. Dar-te uma grande prenda, já que me deste tu o maior presente da minha vida: a minha paixão.

Setembro 2013

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